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domingo, 26 de janeiro de 2014

«O André Gomes fez 18 jogos na equipa na época passada»


O treinador do Benfica, Jorge Jesus, em declarações após a vitória sobre o Gil Vicente na Taça da Liga por 1-0, num dia e que o técnico optou por uma equipa com muitas alterações e jogadores da formação:

«Não queria individualizar. Fala-se em mais oportunidades para o André Gomes, mas o André fez 18 jogos na primeira equipa na época passada, a maioria na Liga Europa e Champions. Como treinador procuro potenciar todos os jogadores. Não me importa nacionalidade, a cor, a religião nem idade. A partir daqui, faço uma avaliação em relação ao potencial. Esta fornada de miúdos não aparece por acaso, é um trabalho bem feito pelos treinadores da formação. A alguns dá-se continuidade e eles correspondem. Há outros fatores fundamentais. É um percurso natural que também tive quando fui jogador.

«Não quero fazer comparações. O Benfica na época passada jogou com dois jogadores [jovens portugueses] na maior parte das provas. O André Almeida fez 34 jogos. Quando se fala em lançar jovens não se tem muita noção do que é tirar deles o potencial das exigências do Sporting e do FC Porto. Estamos a fazer com cuidado. Claro que é muito mais fácil jogar numa equipa que atravessa um bom momento. As coisas têm de ser feitas com cuidado. O Benfica tem jogadores jovens portugueses, mas o que importa é se são bons ou não.»

Benfica-Gil Vicente, 1-0 (destaques)


A figura: André Gomes

Não foi um jogão, mas foi um jogo a pedir minutos. André Gomes tem estado escondido nas segundas, ou terceiras, opções de Jorge Jesus depois de uma primeira época sénior prometedora, em 2012/13. Neste sábado, foi aquele que provavelmente reclamou de forma mais veemente minutos na equipa. Esteve em quase todos os lances de perigo. Começou com um remate de pé esquerdo para defesa de Adriano; voltou a mostrar-se numa combinação com Funes Mori e, na área, atirou ao lado; surgiu de novo em bolas paradas, com dois cantos diretos a leveram perigo à baliza do Gil Vicente. Isto resumindo a primeira parte. Ao longo do jogo, fez de Enzo Pérez e não terá os dentes tão cerrados como o argentino. Enzo é, porém, um futebolista feito, André Gomes ainda está a crescer. Ainda assim, o camisola 30 mostrou, na primeira vez a sério que o deixaram, que aquilo que mostrara na época passada continua intacto.

Benfica-Gil Vicente, 1-0 (crónica)


No dia em que recordou Eusébio e Fehér, o Benfica apresentou-se mais português do que nunca na temporada e com um rapaz de 20 anos a levantar o braço a dizer ao treinador que está presente. Num encontro em que nada havia em jogo em termos de qualificação, o futebol do Benfica passou em grande medida por aquilo que André Gomes foi fazendo ao longo dos minutos. Quando o camisola 30 teve a companhia da exibição de Ruben Amorim, as águias chegaram por fim a uma vantagem lógica, perante um Gil Vicente que quase nem percebia que era Paulo Lopes quem estava na baliza contrária. O Benfica terminou o jogo com duas estreias na equipa principal: a formação esteve em campo a viver a ilusão de vestir a camisola mais pesada do clube.

André Gomes, o dono da bola

Se não houvesse uma Lei Bosman, se o futebol recuasse anos, este talvez fosse um Benfica bem mais real do que aquilo que é. Jorge Jesus poupou os titulares e lançou segundas e terceiras escolhas para a linha da frente, numa partida com menor intensidade que na Liga, mas com estratégias de parte a parte a aproximarem o encontro de um jogo de campeonato. O Benfica estruturou-se em 4x4x2, o Gil Vicente no 4x3x3 do costume, com uma ideia de contenção e, provavelmente, a ensaiar o plano para o próximo confronto entre os dois clubes, esse sim com três pontos mais preciosos do que estes em disputa.

Assim, a primeira parte foi jogada consoante André Gomes quis. Ora mais rápida, ora mais lenta pelos pés do camisola 30. O Benfica teve pela frente um adversário organizado, com as linhas bem juntas a tirar espaço para se jogar. Ou seja, tinham de ser as águias a encontrar brechas. Ou a criá-las. Foi isso mesmo que André Gomes criou aos 18 minutos: espaço. Recebeu à entrada da área, tirou um adversário da frente e rematou de pé esquerdo. O lance não teve grande perigo, dessa vez Adriano encaixou, mas deu a ideia da partida. André Gomes percebeu que teria de ser a própria equipa a fazer pela vida, porque o Gil Vicente não estava muito disponível para facilitar.

A confirmação chegou três minutos mais tarde. André Gomes combinou com Funes Mori, recebeu do argentino na área e rematou ao lado. O Benfica começava a descobrir as tais falhas no Gil Vicente, os buracos por onde podia passar. Aos 28 minutos, encontrou outro, apenas para Vítor Vinha derrubar Funes Mori. O argentino foi para a marca de penálti, mas saiu de lá frustrado por Adriano, que defendeu. O primeiro tempo resume-se depois ao mesmo nome: André Gomes. Dois cantos diretos à baliza, a causarem sensação de golo, com o médio a assumir a maioria das bolas paradas: no fundo, o dono da bola era ele.

O público a aplaudir os miúdos

Enquanto a primeira parte terminava com os adeptos a entoarem cânticos por Eusébio e Fehér, a segunda não trazia novidades a nível de equipas. Vinham os mesmos 22, mas com Ruben Amorim a subir de produção. O efeito foi imediato: o Benfica foi mais perigoso, foi mais rápido sobre a bola e o Gil Vicente meteu-se em aflições maiores. 

O primeiro lance exmplifica tudo isto: Amorim pressiona um central, com Djuricic ao lado. A bola bate no português, chega ao sérvio que é travado em falta. Ruben Amorim ainda marcou, mas o juiz, que tinha dado lei da vantagem, assinalou fora de jogo ao português. Foi apenas o adiar do golo encarnado. Que chegou seis minutos mais tarde.

Num lançamento de Ruben Amorim para Ivan Cavaleiro, foi André Almeida quem cruzou. Funes Mori atirou à trave, mas Sulejmani acabou por marcar e dar o triunfo aos encarnados. Isso saber-se-ia mais tarde, claro, até porque o golo do sérvio esteve muito perto de ser apenas e só o primeiro da conta dos encarnados.

Enquanto André Gomes andava a pautar jogo no miolo, Jorge Jesus aproveitou para lançar três rapazes de quem se ouve falar muito na B dos encarnados: Bernardo Silva, Hélder Costa e João Cancelo. Foi a injeção que faltava porque o público quis vê-los em ação na primeira equipa, porque entoou de imediato o nome de todos eles e porque eles causaram situações várias para que as contas do jogo fossem maiores. 

Não foram, é certo, mas num dia em que houve muita gente da formação encarnada em campo, até do lado gilista, ficou por aqui alguns lampejos do que ela pode fazer. Talento há e isso é meio caminho andado. O outro meio terá de ser feito pelos próprios rapazes, ajudados pelo treinador. 

Destaques: Ruben Amorim e André Gomes encheram o campo

André Gomes  Pautou o seu jogo pela qualidade do passe. Dinamizou o sector intermédio e soube sempre sair a jogar com a bola dominada, não dando grandes oportunidades ao adversário para progredir pela zona central do terreno.

Benfica – Gil Vicente, 1-0: Meias-finais chegam de forma imaculada

A equipa principal do Sport Lisboa e Benfica disputou, este sábado, no estádio do Restelo, a 3.ª ronda da Fase de Grupos da Taça da Liga. Diante do Gil Vicente, triunfo por 1-0, com tento de Sulejmani e nove pontos em outros tantos possíveis.

A jogar em casa emprestada, o Benfica entrou com muita atitude, com que se tudo estivesse em jogo apesar de já ter as meias-finais garantidas. A jogar com pressão sobre o portador da bola, os pupilos à guarda de Jorge Jesus rapidamente se apoderou do meio-campo contrário.

Os primeiros minutos foram muito disputados no “miolo” e a bola andou longe das balizas, mas André Gomes remou contra a maré e aos 18 minutos tirou do pé esquerdo um disparo para defesa de Adriano. Estava dado o mote para o que aí vinha. Dois minutos volvidos, o camisola 30 combinou com Funes Mori e na passada rematou muito perto da baliza.

O Benfica pressionava cada vez mais, os gilistas sentiam cada vez mais dificuldade e aos 28’, Ivan Cavaleiro e Funes Mori inventaram uma jogada na área com o argentino a ser carregado na área por Vítor Vinha. Grande penalidade que o camisola 9 não conseguiu converter em golo.

Falhada a oportunidade flagrante, André Gomes continuou a carburar os lances de maior perigo das “águias”. Aos 32 minutos marcou um canto directo, Adriano defendeu em cima da linha de golo e Steven Vitória, na recarga, também não foi feliz. Seis minutos depois, novo canto directo de André Gomes passou muito perto da baliza minhota.

O médio fez uns excelentes 45 minutos e terminou a primeira parte a obrigar o guardião contrário a nova intervenção num livre. O nulo ao intervalo penalizava a falta de eficácia benfiquista.

Na etapa complementar, o Gil Vicente manteve uma postura excessivamente defensiva e aos 56 minutos sofreu as consequências com um golo do Benfica. André Almeida cruzou, Funes Mori atirou à barra e Sulejmani, na recarga, atirou a contar. A vencer, os da Luz continuaram a carregar e aos 68’, André Gomes voltou a fazer uso do seu pontapé e obrigou Adriano a aplicar-se.

Ao minuto 78, Bernardo Silva entrou em campo e dois minutos depois deu um ar da sua graça. Arrancou em velocidade em direcção à baliza gilista e rematou às malhas laterais. O 2-0 estava próximo. Após excelente jogada colectiva, Funes Mori deixou para Hélder Costa que rematou para nova intervenção do guarda-redes brasileiro.

O Benfica vence por números que soam a escassos e segue para as meias-finais onde espera o adversário.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com Paulo Lopes; André Almeida (João Cancelo, 82’), Steven Vitória, Jardel e Sílvio; Ivan Cavaleiro, André Gomes, Ruben Amorim e Sulejmani (Hélder Costa, 77’); Djuricic (Bernardo Silva, 78’) e Funes Mori.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Jorge Jesus leva 18 futebolistas para embate com Gil Vicente

O treinador da equipa principal de Futebol do Sport Lisboa e Benfica, Jorge Jesus, revelou, este sábado, a lista de convocados para a partida da 3.ª ronda da Fase de Grupos da Taça da Liga.

O Benfica – Gil Vicente está agendado para as 16h15, no estádio do Restelo.

Lista de convocados:
Guarda-redes – Paulo Lopes e Bruno Varela;

Defesas – André Almeida, Steven Vitória, Jardel, Sílvio e João Cancelo;

Médios – Victor Lindelöf, André Gomes, Sulejmani, Ruben Amorim, Ivan Cavaleiro, Djuricic, Rúben Pinto, Hélder Costa e Bernardo Silva;

Avançados – Funes Mori e Lolo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Passaporte carimbado para as meias-finais da Taça da Liga

O conjunto orientado por Jorge Jesus venceu, nesta noite de quarta-feira, o Leixões, por 2-0, na 2.ª jornada do Grupo D da Taça da Liga, garantindo, assim, a presença nas meias-finais da competição.

O Benfica entrou em campo com um quarteto defensivo inédito. À frente do regressado Artur Moraes à baliza, num esquema táctico 4x3x3, realce para a estreia de Funes Mori a titular na equipa principal e para uma equipa composta por jogadores menos utilizados, a quem Jorge Jesus decidiu dar minutos.

Num jogo de sentido único, jogado praticamente no meio-campo da equipa de Matosinhos, o bom entendimento entre os jogadores ficou bem visível.

Aos 25’ surgiu a primeira grande oportunidade dos “encarnados”. Steven Vitória quase fazia o primeiro golo do encontro, com um pontapé acrobático, a obrigar o guarda-redes Chastre a fazer a defesa da noite, numa altura em que o marcador ainda estava a zeros. 

Dois minutos depois surge então o primeiro golo. Aos 27’, um livre a meio-campo marcado por Rúben Amorim, encontra a cabeça de Jardel. O central brasileiro cabeceia para trás, para o sérvio Djuricic receber de peito e rematar de primeira, de pé esquerdo. Estava feito o 1-0.

Na etapa complementar a toada manteve-se, domínio absoluto do Benfica e controlo total sobre o adversário. Com os laterais a integrarem-se bem nas manobras ofensivas, as acções de Sílvio disso são exemplo, a equipa de Jorge Jesus chegou várias vezes com muitos jogadores ao ataque.

Destaque para a excelente jogada individual de Ivan Cavaleiro aos 70’ a obrigar o guarda-redes contrário a aplicar-se para evitar o segundo golo do Benfica.


Mas a resistência do homem que defendeu as redes do conjunto de Matosinhos voltou a ser quebrada, a quatro minutos do fim, com um grande golo de Ivan Cavaleiro. O passe foi de Ruben Amorim, mas o mérito vai para a forma como o extremo tirou um adversário do caminho, desferindo de seguida um remate fortíssimo, sem hipótese de defesa, a fixar o resultado final (2-0). Um resultado que coloca a equipa nas meias-finais da Taça da Liga quando ainda faltava uma jornada para terminar a fase de grupos.

Jorge Jesus fez alinhar o seguinte onze inicial: Artur; André Almeida, Steven, Jardel, Sílvio; Amorim, Fejsa, Djuricic (Lima, 67’); Cavaleiro, Funes Mori (Rodrigo, 67’) e Ola John (Markovic, 64’).

Recorde-se que na 3.ª jornada do Grupo D da Taça da Liga o Benfica recebe o Gil Vicente. Antes disso, os “encarnados” defrontam o Marítimo, também no Estádio da Luz, no arranque da segunda volta do Campeonato Nacional.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Taça da Liga: Lotaria das penalidades ditou afastamento


A lotaria das grandes penalidades ditou esta quarta-feira o afastamento do Sport Lisboa e Benfica da edição 2012/13 da Taça da Liga, após um nulo com o SC Braga no tempo regulamentar.

Na abordagem ao encontro das meias-finais da Taça da Liga, o treinador Jorge Jesus procedeu a várias alterações no onze inicial relativamente ao desafio com o Paços de Ferreira, com especial destaque para a presença de Roderick na chamada posição 6 e de Urreta no lado direito do ataque. Do triunfo sobre a equipa pacense, foram titulares Artur Moraes, Luisão e Cardozo.

A entrada da equipa em Braga foi bastante positiva por parte dos homens da Luz, obrigando o adversário a jogar de forma muito recuada. Numa saída rápida para o ataque aos cinco minutos, o conjunto “encarnado” teve a melhor situação de perigo do primeiro tempo. O avançado Rodrigo escapou para o interior da área bracarense e rematou à trave da baliza defendida por Quim.


Os minutos passaram e a partida foi gradualmente ficando mais equilibrada, com o adversário a ter também algumas acções perigosas, uma delas após o árbitro ter assinalado incorrectamente um fora-de-jogo a Urreta (17’). A principal situação ocorreu aos 22 minutos, altura em que Artur Moraes travou os remates de Custódio e Mossoró.

Para o início da segunda parte, o técnico benfiquista operou a entrada de Aimar para o lugar de Óscar Cardozo. Com Rodrigo a passar a ser a referência do ataque, a equipa mostrou-se sólida nos seus processos defensivos e ofensivos.


A equipa de arbitragem já não se mostrou tão consistente e coerente em algumas decisões, uma delas claramente sem margem para dúvidas. Gaitán foi visivelmente derrubado por Leandro Salino aos 76 minutos. Aliás, o argentino foi duplamente travado, já que Quim também impediu o jogador de disputar o lance. Incrível!

O encontro aproximou-se da parte final e o Benfica foi quem teve mais clarividência junto das redes contrárias. Aimar, aos 82 minutos, quase sem ângulo, permitiu a defesa do guarda-redes dos visitados, enquanto Melgarejo disparou pouco tempo depois para fora.

Apesar da pressão final, a equipa não conseguiu marcar e a eliminatória teve de ser decidida através da marca das grandes penalidades. O adversário foi mais certeiro e acabou por vencer, por 3-2. Rodrigo e Enzo Perez converteram os castigos máximos do lado "encarnado".

O Sport Lisboa e Benfica apresentou a seguinte equipa: Artur Moraes; André Almeida, Luisão, Jardel e Melgarejo; Roderick, Carlos Martins (Ola John, 82'), Urreta (Enzo Perez, 61') e Gaitán; Rodrigo e Cardozo (Aimar, 45').


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Fotos: André Gomes no jogo frente à Académica


















Destaques

André Gomes Na posição mais recuada do meio-campo, o “miúdo”, como carinhosamente é tratado por Jorge Jesus, esteve sempre em alta rotação. Joga de cabeça levantada e prova disso são os passes que consegue arrancar nos últimos 30 metros e que descompensaram a defesa de Coimbra. Atitude positiva na recuperação de bola.

Benfica – Académica, 3-2: Uma lição com direito a meia-final


A equipa de Futebol profissional apurou-se esta quarta-feira para as meias-finais da Taça da Liga, ao vencer a Académica de Coimbra, por 3-2. Lima (dois golos) e Kardec foram os marcadores de serviço, numa partida onde o Benfica deu, mais uma vez, uma lição de futebol.

Um jogador – mesmo o melhor do mundo – tem sempre algo para aprender e evoluir. No conjunto orientado por Jorge Jesus, os “alunos” que entram em campo nem sempre são os mesmos, mas isso não é sinónimo de quebra de qualidade ao nível da produção de jogo.

Depois de ter derrotado o Estoril no domingo, dia 6, para o Campeonato Nacional, o técnico benfiquista apresentou um novo figuro diante da Académica de Coimbra, com realce para a titularidade de Roderick Miranda, André Gomes e Pablo Aimar.

Num jogo em que estava em discussão o acesso às meias-finais da Taça da Liga, a equipa da Luz entrou muito consistente no encontro, trocando muito bem a posse de bola entre os seus jogadores, não se notando qualquer diferença relativamente aos jogos anteriores.
As oportunidades também falaram por si, como aconteceu com um remate muito perigoso de Nolito (19’), um cruzamento de Ola John (31’) -  Lima quase fez o desvio certeiro - e um pontapé fortíssimo de André Gomes (34’). Foi um prenúncio para o que veio uns minutos mais tarde. Bruno César fez um passe longo para Lima e este isolou-se para a baliza de Peiser, onde contornou, precisamente, o guarda-redes forasteiro e rematou para o fundo das redes (39’).

No período de descontos do primeiro tempo, a Académica de Coimbra, sem saber bem como, chegou à igualdade. Makekele conquistou a bola no início do meio-campo defensivo benfiquista e fugiu em direcção à baliza de defendida por Paulo Lopes, que não conseguiu evitar o tento.

Se o resultado ao intervalo já não espelhava o que se tinha passado dentro das quatro linhas, o golo do início do segundo tempo da Académica aumentou a injustiça. Depois de Bruno César ter estado perto de marcar para o Benfica (47’), Saleiro respondeu e deu, então, a vantagem aos “estudantes” (49’).


Reviravolta em quatro minutos!
O resultado colocava os visitantes nas meias-finais da Taça da Liga e Jorge Jesus operou duas substituições – entradas de Carlos Martins e Kardec - para tentar inverter o rumo dos acontecimentos. A resposta não podia ter sido melhor. Ola John fez um cruzamento do lado direito do ataque e Alan Kardec surgiu a cabecear com êxito (61’).


Os adeptos nem tiveram tempo para festejar, uma vez que, após um passe subtil de Kardec, Lima voltou a disparar para o fundo das redes de Peiser (65’). Nesta altura, o argentino Salvio também já estava em campo para dar o seu contributo à formação da casa.
Do lado do conjunto de Coimbra, a desorientação foi notória a seguir ao terceiro tento “encarnado”, com Ferreira, jogador que tinha cometido várias entradas perigosas, a receber, finalmente, ordem de expulsão por parte do árbitro Manuel Mota (68’).


Em vantagem no marcador e com mais um jogador em campo, o Benfica controlou as operações até ao final, nunca descurando a procura da baliza contrária. Ola John (74’) e Carlos Martins (85’) estiveram perto de ampliar o marcador.


A equipa, actual detentora do troféu, conseguiu, assim, o seu objectivo de estar nas meias-finais da competição, onde vai defrontar – fora de casa – o SC Braga. Este jogo está previsto para o dia 27 de Fevereiro.


O Sport Lisboa e Benfica alinhou com a seguinte equipa: Paulo Lopes, Maxi Pereira, Jardel, Roderick Miranda e Luisinho; André Gomes, Bruno César (Carlos Martins, 57’), Nolito (Salvio, 63’), Pablo Aimar (Kardec, 57’) e Ola John; Lima.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Fotos do jogo Olhanense - Benfica









Destaques

André Gomes Menos vistoso do que o seu colega argentino, o jovem não esteve necessariamente mal, antes pelo contrário, mas deveria ter-se mostrado mais para pegar no jogo “encarnado”.

SLBenfica

Taça da Liga: Olhanense - Benfica, 1-2: Triunfo com... naturalidade


O Benfica entrou da melhor forma na 6.ª edição da Taça da Liga, vencendo, por 1-2, na deslocação a Olhão. Rodrigo e Lima fizeram os golos de um jogo bem “durinho” e que, face a um Olhanense ultradefensivo, os “encarnados” tiveram o condão de descomplicar.

Foi com várias alterações no onze inicial que o Sport Lisboa e Benfica subiu ao relvado do Estádio José Arcanjo. Frente a um Olhanense a ultrapassar algumas dificuldades (12.º lugar da geral no Nacional) e que aposta muito da época nesta prova, Jorge Jesus optou por uma equipa renovada num misto de experiência e jovens oriundos da Equipa B, estes últimos a terem aqui uma oportunidade privilegiada de mostrar serviço ao técnico.

Apito inicial e jogada fulminante dos da casa, naquela que seria a oportunidade de golo mais flagrante dos visitados. Valeu Paulo Lopes.

O Benfica respondeu e pegou no jogo (como se exigia), com as oportunidades a sucederem-se, destacando-se aqui o poderoso remate de Rodrigo (4´), de primeira, depois de jogada de excelente entendimento colectivo.

A partir dos 15 minutos a partida endureceu, com a equipa orientada por Sérgio Conceição a usar e abusar do jogo à margem das leis, com entradas duras, agarrões, obstruções, na sua grande maioria nem sequer sancionadas por Paulo Baptista. Exemplo crasso, aos 15’, uma obstrução clara sobre Enzo Perez no coração da pequena área, ou seja, grande penalidade não assinalada pelo juiz de Portalegre.

Posto isto, e dadas as características da partida e a postura díspar de ambas as formações, jogo duro, muito disputado, mas pouco interessante até ao intervalo, onde o nulo subsistia.


Massacre “encarnado” repôs justiça
Reinício… e golo do Olhanense. Contra-ataque, Paulo Lopes sai bem da baliza, contudo, a bola sobra para Evandro Brandão que, face à passividade da defesa “encarnada”, remata para o primeiro golo da noite.

Reacção imediata de Jorge Jesus, com as entradas de Salvio e Lima. Reacção de Sérgio Conceição? Em vantagem, descer por completo os sectores, com onze atrás da linha da bola.

A partir daqui foi um autêntico massacre… os minutos corriam e as oportunidades sucediam-se enquanto se aguardava a qualquer momento a chegada do golo benfiquista. E foi preciso esperar até ao minuto 69’, com Rodrigo, assistido por Jardel, a repor a igualdade. Aos 87’, com naturalidade, chegou finalmente o golo da justiça, com Lima – assistido por Salvio – a fazer o 1-2 com que terminou a partida.

A próxima jornada da Taça da Liga, a 2.ª, disputa-se no próximo dia 30 de Dezembro, com o Benfica a deslocar-se até Moreira de Cónegos, naquele que será o último desafio do ano 2012. A 3.ª fase desta prova fecha-se em Janeiro (data a confirmar), com os “encarnados” a receberem a Académica de Coimbra.

O objectivo é claro e, no fundo, o de sempre: depois de vencer as últimas quatro edições da prova, o Benfica quer trazer para as vitrinas da Luz mais um troféu. Que venha a quinta!

Nota final para um Paulo Baptista ao seu nível habitual… fraco, fraquinho!

O Benfica alinhou com a seguinte equipa frente ao Olhanense: Paulo Lopes; André Almeida, Sidnei, Jardel e Luisinho; Enzo Perez, André Gomes (Salvio, 55’), Gaitán, Bruno César (Lima, 54’) e Nolito (Ola John, 74’); Rodrigo.