domingo, 26 de janeiro de 2014

Benfica-Gil Vicente, 1-0 (destaques)


A figura: André Gomes

Não foi um jogão, mas foi um jogo a pedir minutos. André Gomes tem estado escondido nas segundas, ou terceiras, opções de Jorge Jesus depois de uma primeira época sénior prometedora, em 2012/13. Neste sábado, foi aquele que provavelmente reclamou de forma mais veemente minutos na equipa. Esteve em quase todos os lances de perigo. Começou com um remate de pé esquerdo para defesa de Adriano; voltou a mostrar-se numa combinação com Funes Mori e, na área, atirou ao lado; surgiu de novo em bolas paradas, com dois cantos diretos a leveram perigo à baliza do Gil Vicente. Isto resumindo a primeira parte. Ao longo do jogo, fez de Enzo Pérez e não terá os dentes tão cerrados como o argentino. Enzo é, porém, um futebolista feito, André Gomes ainda está a crescer. Ainda assim, o camisola 30 mostrou, na primeira vez a sério que o deixaram, que aquilo que mostrara na época passada continua intacto.

Benfica-Gil Vicente, 1-0 (crónica)


No dia em que recordou Eusébio e Fehér, o Benfica apresentou-se mais português do que nunca na temporada e com um rapaz de 20 anos a levantar o braço a dizer ao treinador que está presente. Num encontro em que nada havia em jogo em termos de qualificação, o futebol do Benfica passou em grande medida por aquilo que André Gomes foi fazendo ao longo dos minutos. Quando o camisola 30 teve a companhia da exibição de Ruben Amorim, as águias chegaram por fim a uma vantagem lógica, perante um Gil Vicente que quase nem percebia que era Paulo Lopes quem estava na baliza contrária. O Benfica terminou o jogo com duas estreias na equipa principal: a formação esteve em campo a viver a ilusão de vestir a camisola mais pesada do clube.

André Gomes, o dono da bola

Se não houvesse uma Lei Bosman, se o futebol recuasse anos, este talvez fosse um Benfica bem mais real do que aquilo que é. Jorge Jesus poupou os titulares e lançou segundas e terceiras escolhas para a linha da frente, numa partida com menor intensidade que na Liga, mas com estratégias de parte a parte a aproximarem o encontro de um jogo de campeonato. O Benfica estruturou-se em 4x4x2, o Gil Vicente no 4x3x3 do costume, com uma ideia de contenção e, provavelmente, a ensaiar o plano para o próximo confronto entre os dois clubes, esse sim com três pontos mais preciosos do que estes em disputa.

Assim, a primeira parte foi jogada consoante André Gomes quis. Ora mais rápida, ora mais lenta pelos pés do camisola 30. O Benfica teve pela frente um adversário organizado, com as linhas bem juntas a tirar espaço para se jogar. Ou seja, tinham de ser as águias a encontrar brechas. Ou a criá-las. Foi isso mesmo que André Gomes criou aos 18 minutos: espaço. Recebeu à entrada da área, tirou um adversário da frente e rematou de pé esquerdo. O lance não teve grande perigo, dessa vez Adriano encaixou, mas deu a ideia da partida. André Gomes percebeu que teria de ser a própria equipa a fazer pela vida, porque o Gil Vicente não estava muito disponível para facilitar.

A confirmação chegou três minutos mais tarde. André Gomes combinou com Funes Mori, recebeu do argentino na área e rematou ao lado. O Benfica começava a descobrir as tais falhas no Gil Vicente, os buracos por onde podia passar. Aos 28 minutos, encontrou outro, apenas para Vítor Vinha derrubar Funes Mori. O argentino foi para a marca de penálti, mas saiu de lá frustrado por Adriano, que defendeu. O primeiro tempo resume-se depois ao mesmo nome: André Gomes. Dois cantos diretos à baliza, a causarem sensação de golo, com o médio a assumir a maioria das bolas paradas: no fundo, o dono da bola era ele.

O público a aplaudir os miúdos

Enquanto a primeira parte terminava com os adeptos a entoarem cânticos por Eusébio e Fehér, a segunda não trazia novidades a nível de equipas. Vinham os mesmos 22, mas com Ruben Amorim a subir de produção. O efeito foi imediato: o Benfica foi mais perigoso, foi mais rápido sobre a bola e o Gil Vicente meteu-se em aflições maiores. 

O primeiro lance exmplifica tudo isto: Amorim pressiona um central, com Djuricic ao lado. A bola bate no português, chega ao sérvio que é travado em falta. Ruben Amorim ainda marcou, mas o juiz, que tinha dado lei da vantagem, assinalou fora de jogo ao português. Foi apenas o adiar do golo encarnado. Que chegou seis minutos mais tarde.

Num lançamento de Ruben Amorim para Ivan Cavaleiro, foi André Almeida quem cruzou. Funes Mori atirou à trave, mas Sulejmani acabou por marcar e dar o triunfo aos encarnados. Isso saber-se-ia mais tarde, claro, até porque o golo do sérvio esteve muito perto de ser apenas e só o primeiro da conta dos encarnados.

Enquanto André Gomes andava a pautar jogo no miolo, Jorge Jesus aproveitou para lançar três rapazes de quem se ouve falar muito na B dos encarnados: Bernardo Silva, Hélder Costa e João Cancelo. Foi a injeção que faltava porque o público quis vê-los em ação na primeira equipa, porque entoou de imediato o nome de todos eles e porque eles causaram situações várias para que as contas do jogo fossem maiores. 

Não foram, é certo, mas num dia em que houve muita gente da formação encarnada em campo, até do lado gilista, ficou por aqui alguns lampejos do que ela pode fazer. Talento há e isso é meio caminho andado. O outro meio terá de ser feito pelos próprios rapazes, ajudados pelo treinador. 

Destaques: Ruben Amorim e André Gomes encheram o campo

André Gomes  Pautou o seu jogo pela qualidade do passe. Dinamizou o sector intermédio e soube sempre sair a jogar com a bola dominada, não dando grandes oportunidades ao adversário para progredir pela zona central do terreno.

Benfica – Gil Vicente, 1-0: Meias-finais chegam de forma imaculada

A equipa principal do Sport Lisboa e Benfica disputou, este sábado, no estádio do Restelo, a 3.ª ronda da Fase de Grupos da Taça da Liga. Diante do Gil Vicente, triunfo por 1-0, com tento de Sulejmani e nove pontos em outros tantos possíveis.

A jogar em casa emprestada, o Benfica entrou com muita atitude, com que se tudo estivesse em jogo apesar de já ter as meias-finais garantidas. A jogar com pressão sobre o portador da bola, os pupilos à guarda de Jorge Jesus rapidamente se apoderou do meio-campo contrário.

Os primeiros minutos foram muito disputados no “miolo” e a bola andou longe das balizas, mas André Gomes remou contra a maré e aos 18 minutos tirou do pé esquerdo um disparo para defesa de Adriano. Estava dado o mote para o que aí vinha. Dois minutos volvidos, o camisola 30 combinou com Funes Mori e na passada rematou muito perto da baliza.

O Benfica pressionava cada vez mais, os gilistas sentiam cada vez mais dificuldade e aos 28’, Ivan Cavaleiro e Funes Mori inventaram uma jogada na área com o argentino a ser carregado na área por Vítor Vinha. Grande penalidade que o camisola 9 não conseguiu converter em golo.

Falhada a oportunidade flagrante, André Gomes continuou a carburar os lances de maior perigo das “águias”. Aos 32 minutos marcou um canto directo, Adriano defendeu em cima da linha de golo e Steven Vitória, na recarga, também não foi feliz. Seis minutos depois, novo canto directo de André Gomes passou muito perto da baliza minhota.

O médio fez uns excelentes 45 minutos e terminou a primeira parte a obrigar o guardião contrário a nova intervenção num livre. O nulo ao intervalo penalizava a falta de eficácia benfiquista.

Na etapa complementar, o Gil Vicente manteve uma postura excessivamente defensiva e aos 56 minutos sofreu as consequências com um golo do Benfica. André Almeida cruzou, Funes Mori atirou à barra e Sulejmani, na recarga, atirou a contar. A vencer, os da Luz continuaram a carregar e aos 68’, André Gomes voltou a fazer uso do seu pontapé e obrigou Adriano a aplicar-se.

Ao minuto 78, Bernardo Silva entrou em campo e dois minutos depois deu um ar da sua graça. Arrancou em velocidade em direcção à baliza gilista e rematou às malhas laterais. O 2-0 estava próximo. Após excelente jogada colectiva, Funes Mori deixou para Hélder Costa que rematou para nova intervenção do guarda-redes brasileiro.

O Benfica vence por números que soam a escassos e segue para as meias-finais onde espera o adversário.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com Paulo Lopes; André Almeida (João Cancelo, 82’), Steven Vitória, Jardel e Sílvio; Ivan Cavaleiro, André Gomes, Ruben Amorim e Sulejmani (Hélder Costa, 77’); Djuricic (Bernardo Silva, 78’) e Funes Mori.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Jorge Jesus leva 18 futebolistas para embate com Gil Vicente

O treinador da equipa principal de Futebol do Sport Lisboa e Benfica, Jorge Jesus, revelou, este sábado, a lista de convocados para a partida da 3.ª ronda da Fase de Grupos da Taça da Liga.

O Benfica – Gil Vicente está agendado para as 16h15, no estádio do Restelo.

Lista de convocados:
Guarda-redes – Paulo Lopes e Bruno Varela;

Defesas – André Almeida, Steven Vitória, Jardel, Sílvio e João Cancelo;

Médios – Victor Lindelöf, André Gomes, Sulejmani, Ruben Amorim, Ivan Cavaleiro, Djuricic, Rúben Pinto, Hélder Costa e Bernardo Silva;

Avançados – Funes Mori e Lolo.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Destaques: Oblak segurou os tiros certeiros de Rodrigo

André Gomes – Entrou aos 90’ para o lugar de Enzo Perez. O internacional Sub-21 português entrou para ganhar minutos e render o “pulmão do miolo” benfiquista, não teve oportunidade para mostrar todo o seu talento.

Benfica – Marítimo, 2-0: A liderança fica-vos tão bem

A equipa de Futebol do Sport Lisboa e Benfica regressou à liderança da tabela classificativa após ter vencido, este domingo, no Estádio da Luz, o Marítimo por 2-0, em jogo da 16.ª jornada da Liga portuguesa. Os golos foram conseguidos por Rodrigo ainda na primeira parte.

Os insulares entraram com a estratégia que se esperava. Linhas recuadas, dois extremos bem abertos para tentarem romper em velocidade até à área contrária. O Benfica, por sua vez, entrou com um 4-4-2 ofensivo e tomou, desde logo, conta das operações, trabalhando o seu Futebol no meio-campo do adversário.

Apesar de ter mais posse de bola, a verdade é que a defensiva fechada dos insulares abria poucos espaços e o Benfica ia sentindo dificuldades em furar. À passagem do minuto nove, Markovic, depois de uma jogada individual rematou para defesa de José Sá.

Com este lance percebeu-se que o conjunto da casa iria tentar resolver cedo a contenda e isso comprovou-se em nova oportunidade de golo, desta vez criada por Lima, cujo disparo proporcionou nova intervenção de José Sá (15’). Cheirava a golo na Luz e três minutos depois fez-se a festa nas bancadas da Luz. Rodrigo aproveitou da melhor forma uma má intercepção da defensiva insular, disparou de pé esquerdo e inaugurou o marcador.

A perder, o Marítimo respondeu no minuto 24 obrigando Oblak a dupla intervenção. Primeiro, um remate de Derley, com o esloveno a defender com o peito e na sequência do pontapé de canto, Nuno Rocha cabeceou para nova intervenção.

O susto acabou por alertar as hostes “encarnadas” que responderam com o 2-0 aos 35’. Rodrigo e Markovic recuperaram uma bola a meio-campo, o camisola 19 arrancou em direcção à baliza e só com José Sá pela frente aumentou a vantagem.

O descanso chegou com o Benfica a vencer por 2-0 e perspectiva-se mais golos na etapa complementar. Isso não aconteceu, mas os comandados por Jorge Jesus somaram várias oportunidades para ampliar o “score”. Aos 54’, num contra-ataque conduzido por Markovic e Rodrigo não deu golo do hispano-brasileiro por pouco. O remate bateu nas malhas laterais.

Após este lance notou-se a subidas das linhas do Marítimo que se acercou com maior propósito da área benfiquista, sem ter, todavia, criado lances de verdadeiro perigo. Pelo contrário, o Benfica voltou a estar perto do golo aos 67 minutos. Lima recebeu o esférico de Siqueira num lançamento lateral, flectiu para o meio e atirou forte para estirada de José Sá.

Havia cada vez mais Benfica e aos 77’, Maxi Pereira cruzou com conta, peso e medida para Enzo Perez que cabeceou à barra. Dois minutos volvidos, o argentino, num ataque rápido, fez uma excelente abertura para Lima que, na área” permitiu a defesa a José Sá.

Os insulares, fiéis às ideias do contra-ataque voltaram a estar perto do golo por Heldon aos 82’, Mas Oblak opôs-se com uma defesa para o poste.

Com este triunfo, o Benfica alcança a sua oitava vitória consecutiva e passa a somar 39 pontos, cifrando-se como líder isolado da tabela classificativa.

O Sport Lisboa e Benfica alinhou com o seguinte onze: Oblak; Maxi Pereira, Luisão, Garay, Siqueira; Fejsa, Enzo Perez (André Gomes, 90’), Gaitán, Markovic (Ivan Cavaleiro, 88’); Lima e Rodrigo (Ruben Amorim, 73’).